Pequenas e médias empresas dominam setor da construção civil
quarta-feira, 16/05/12
Com um déficit de 5,6 milhões de moradias aliado ao crescimento do nível de renda e da oferta de emprego no Brasil, o mercado de materiais para construção desponta como um setor que tem atraído novos empreendedores. Segundo a Associação Nacional de Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), o faturamento do varejo de materiais de construção saltou de R$ 32 bilhões em 2001 para R$ 49,08 bilhões em 2010.

“Em 2010, batemos todos os recordes, com 11% de crescimento”, diz o presidente da entidade, Cláudio Conz. Ele relata que, a partir de medidas de contenção de crédito em 2011, houve uma queda no ritmo de crescimento. Mesmo assim, o setor apresentou taxas de 4,5 % de expansão no ano. Segundo a consultoria Bozz Allen Hamilton, a construção autogerida – aquela que é tocada de perto pelo proprietário – representa 77% das unidades construídas no Brasil e 67% dos gastos no setor. Para atender a esse público, 77% das lojas de materiais para construção são pequenos e médios estabelecimentos.
A maior dificuldade para um empreendedor entrar no mercado é conseguir montar seu negócio num bom ponto comercial, analisa o presidente da Anamaco. Além disso, ele explica que é importante ter capital guardado para manter a operação por até um ano, para que ela comece a dar lucro. “Oferecer um bom serviço é o que diferencia seu estabelecimento dos outros”, defende Cláudio.
Crescimento represado
Com a expectativa de quedas de juros e de novos planos de financiamento ao setor – propagandeados pelo governo -, grande parte dos compradores está protelando suas compras, o que deixa o crescimento “represado”, afirma Cláudio. Em março deste ano, o mercado apresentava mostras de retomada do forte ritmo de 2010, mas houve uma desaceleração brusca, de 8,5%, em abril, segundo dados da associação. Para ele, as recentes quedas da taxa básica de juros ainda não afetaram o custo do financiamento oferecido ao mercado, portanto ainda não trouxeram resultado prático para o setor.
Saber lidar com questões tributárias é hoje um fator tão importante quanto comprar e revender bem, acredita o presidente da Anamaco. Ele aconselha o empreendedor a investir na informatização das vendas para evitar problemas legais. “A médio e longo prazos, o setor de materiais para construção é um mercado atraente, mas é importante entrar no ramo bem adequado às normas, como a nota fiscal eletrônica”, explica Cláudio. Para se adaptar as exigências, o especialista sugere que se procure assessoria de um contador e ajuda de entidades, como o Sebrae.
Fonte: Portal Terra
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10 dicas para melhorar a habilidade interpessoal
domingo, 13/05/12
Ter habilidade interpessoal pode ajudar muito no crescimento da carreira. Entretanto, alguns profissionais encontram dificuldade de desenvolver este tipo de competência. O segredo é buscar se relacionar bem com todo tipo de pessoa. O mais importante é segurar ou neutralizar possíveis reações pessoais e se concentrar primeiro nos outros. Seguem 10 dicas que podem ajudar no desenvolvimento de habilidades no relacionamento interpessoal listadas pelo site Administradores.

Coloque-se no lugar do outro: cada pessoa é diferente da outra. Existe, portanto, uma riqueza de variedade e diversidade de indivíduos. O principal, para fazer qualquer coisa importante no mundo corporativo, é a capacidade de ver as diferenças nas pessoas e saber utilizá-las para o bem da organização. Ter habilidade no relacionamento interpessoal é encontrar a pessoa que fará o que você deseja que seja feito.
Adapte a sua abordagem: você conhece pessoas arrogantes? Insensíveis? Distantes? Ocupadas demais para dar atenção? Com pressa de discutir a própria pauta? Mas… e você? Oferece respostas, soluções, conclusões, declarações ou simplesmente dá ordens rápido demais durante uma interação? Este tipo de comportamento é comum em pessoas que não ouvem. Sugestão: pense em cada interação como se a outra pessoa fosse um cliente que você quer conquistar. Como você criaria uma abordagem efetiva?
Gerencie os primeiros três minutos: administrar os três minutos iniciais é vital. Tente ficar aberto e acessível para receber a maior quantidade de informação possível no começo da interação. Isso significa deixar os outros à vontade para que possam compartilhá-la. Quanto mais você deixar que deem o primeiro passo e falem no início da interação, mais você saberá sobre elas para poder adaptar sua abordagem. Isso não tem preço.
Ouça ativamente: pessoas com habilidade nos relacionamentos interpessoais são boas ouvintes. Elas ouvem para compreender e recebem as informações para escolher melhor a própria reação. Não julgam imediatamente: a impressão poderá vir depois. Fazem que sim com a cabeça e reafirmam o que a outra pessoa disse, para mostrar que compreenderam. Ouvintes ativos obtêm mais dados.
Fale mais de si mesmo: fale o que pensa sobre um tema corporativo e pergunte pelo ponto de vista dos demais. Repasse algumas informações que considera que ajudarão os outros a trabalhar melhor ou ampliar seus horizontes. Revele coisas que as pessoas não precisam saber para fazer um bom trabalho, mas que podem ajudá-las a se sentir valorizadas. Invista tempo e energia para saber e se lembrar de coisas importantes sobre as pessoas ao redor das quais, para as quais e com as quais você trabalha. Estabeleça temas sobre os quais possa conversar com cada uma das pessoas com quem trabalha e que transcendam as interações estritamente profissionais.
Administre a linguagem não verbal: manter o olho no olho, concordar com a cabeça quando o outro está falando, além de falar com ritmo e de maneira agradável, faz uma enorme diferença no processo interativo. Esforce-se para eliminar os hábitos inconvenientes, tais como falar rápido demais e de maneira forçada e evite entrar em muitos detalhes. Tenha sempre cuidado ao dar sinais de falta de interesse, como olhar para o relógio, mexer em papéis ou lançar olhares de impaciência do tipo “estou ocupado”.
Abrace as diferenças: há quem fique à vontade e seja eficiente diante de algumas pessoas, mas não de outras. Alguns podem ficar calmos com os colaboradores diretos, mas sentem-se tensos diante da alta gerência. O que as pessoas com quem você se sente à vontade têm em comum? E aquelas com as quais não se sente à vontade? Diante dos grupos com os quais não se sente à vontade, faça o mesmo que faz diante daqueles com os quais se sente confortável. É simples assim. E os resultados geralmente serão os mesmos.
Tome a iniciativa: você é tímido? Geralmente hesita e deixa os outros assumirem o comando? Não está plenamente confiante das suas habilidades sociais? Estenda a mão primeiro. Mantenha o contato visual. Faça a primeira pergunta. Pratique num ambiente de baixo risco, conversando com estranhos fora do local de trabalho. Estabeleça uma meta de conhecer pessoas novas em todas as reuniões sociais e descubra o que você tem em comum com elas. A única maneira de as pessoas saberem que é tímido e está nervoso é se você demonstrar isso. E não deixe de observar o que os extrovertidos fazem que você não faz. É sempre um aprendizado ver e praticar esses comportamentos.
Lide habilmente com quem você não gosta: o que os demais enxergam nessas pessoas para acabar gostando delas? Que aspectos positivos elas têm? Existem interesses em comum com elas? Faça o que fizer, não deixe transparecer o que pensa. Coloque suas opiniões sobre elas de lado, concorde com a cabeça, faça perguntas e resuma o que foi dito, da mesma forma que faria com qualquer outra pessoa.
Use e abuse do aikidô: pratique o aikidô, a arte milenar de absorver a energia do adversário, utilizando-a a seu favor para dominá-lo. Deixe o outro lado desabafar suas frustrações, mas não reaja diretamente. Lembre-se de que, geralmente, a pessoa que revida é a que acaba tendo mais problemas. Não reaja. E não julgue. Quando o outro lado tomar uma posição rígida, não a rejeite. Quando alguém atacá-lo, reformule a frase como um ataque ao problema. Em reação a propostas irracionais, falta de resposta a uma pergunta ou mesmo ataque, você tem sempre a opção de ficar calado. Muitas vezes, os desabafos sem limites e a sua compreensão são o bastante para diminuir o conflito.
Você quer melhorar sua habilidade interpessoal? A Tear Escola de Negócios acaba de lançar o LABORATÓRIO DE COACHING, um projeto diferenciado e focado no desenvolvimento de líderes e carreiras. Quer saber mais? Pelo site www.tearensino.com.br ou pelo (47) 3367-4466.
TALENTOS TEAR: “Fazendo MBA, a gente fica mais pensante, mais gestor dos negócios”
quinta-feira, 10/05/12
Engenheiro civil formado pela Furb, de Blumenau, Edson Kratz é um dos profissionais mais experientes da construção civil em Balneário Camboriú. Atual diretor técnico da construtora Mendes Sibara, empresa que vem apostando em obras de alto valor agregado, Edson Kratz é um entusiasta do setor e aluno aplicado do MBA em Negócios da Construção Civil da Tear Escola de Negócios. Nesta entrevista para o Blog da Tear, ele fala de mercado, economia, carreira, capacitação profissional e sobre como as aulas do MBA estão contribuindo positivamente na sua rotina de trabalho.

Blog da Tear: Como está hoje o mercado da construção civil para engenheiros, arquitetos e empreendedores ligados ao segmento?
Edson Kratz: Muito bom, eu diria extraordinário. É o momento certo para engenheiros, arquitetos e empresários mostrarem seu verdadeiro valor. Estamos efetivamente profissionalizando a atividade da construção civil. Ser um empresário da construção civil é o mesmo que ser do ramo automotivo, por exemplo. Você não opta momentaneamente pelo segmento, mas faz disso uma carreira. Para isso, é preciso se profissionalizar. Antigamente, contratava-se um engenheiro civil para “tocar” a obra. O nosso papel era muitas vezes confundido com o de mestre de obras. Este é o momento de fazer com que a profissão de engenheiro ganhe outra perspectiva. E é exatamente isso que está acontecendo na Tear. O engenheiro é capacitado para ser o administrador da obra que envolve milhões de reais. Alguém tem que gerenciar estes valores e ninguém mais capacitado para isso do que o próprio engenheiro.
Blog da Tear: Atualmente o Brasil e especialmente Santa Catarina vivem um período de ouro para a construção civil. É apenas uma fase do cenário econômico ou deve durar por muitos anos?
Edson Kratz: Nós acreditamos que ainda vai durar muitos anos. Se observamos as grandes empresas do Estado, vamos ver que está todo mundo colocando o pé no acelerador. O País ainda vai crescer muito. Não há carência para apenas um único segmento da pirâmide social, mas nós observamos também novas necessidades de pessoas que estão subindo em todas as camadas. Não é só a classe C que está subindo, mas a classe B está se remodelando de diversas formas. Eles precisam e querem investir.
Blog da Tear: Fala-se muito em bolha imobiliária em vários mercados nacionais, especialmente em São Paulo. Ela é real ou pura especulação?
Edson Kratz: Ela pode vir a existir se o governo se descuidar. Por enquanto, ele está monitorando muito bem, com a questão das manobras econômicas para a redução das taxas de juros. O que poderia mudar a situação da construção civil na região é algum grande revés em alguma região do mundo, como aconteceu nos Estados Unidos em 2008. A gente é muito dependente do investidor internacional. Mas neste momento esta bolha não existe.
Blog da Tear: Porque você decidiu fazer MBA em Negócios da Construção Civil?
Edson Kratz: Eu precisava fazer algo que agregasse valor à minha profissão e que me fizesse ser um profissional melhor do que eu estava sendo até então. Eu não queria cursos que focassem somente a área de produção, mas algo na área de gestão, que falasse de planejamento, de estratégica, de marketing. É extraordinário você ter a oportunidade de estudar tudo isso e se qualificar. Temos que abraçar estas oportunidades. É o primeiro MBA que estou fazendo de uma série de outros que ainda virão.
Blog da Tear: De que forma as aulas do MBA estão contribuindo com teu dia a dia profissional?
Edson Kratz: Cada momento que estamos em sala de aula só agrega positivamente para nós. No trabalho, a gente fica mais refletivo e menos mecânico. A gente fica mais pensante, mais gestor dos negócios, que é o grande objetivo do MBA. As universidades precisam trabalhar melhor para que os profissionais que colocam no mercado se tornem gestores de seus negócios. No caso dos engenheiros, nós produzimos uma coisa de muito valor para a vida das pessoas: a casa onde elas vão morar. E por este motivo, temos a obrigação de ser ainda mais qualificados. Temos que reverter este apagão de talentos do Brasil, que está indo buscar gente capacitada lá fora, em outros países.
Onde está a mão de obra qualificada?
quarta-feira, 09/05/12
A preocupação com a mão de obra chegou ao topo da lista de temores dos executivos que comandam grandes empresas brasileiras, presentes à cerimônia de entrega da 12 ª edição do prêmio Executivo de Valor, em São Paulo. Em uma lista de seis itens de “preocupações imediatas” – demanda fraca, mão de obra, inflação, câmbio, custo do crédito e inadimplência dos clientes – a disponibilidade, o custo de pessoal e sua qualificação receberam as notas máximas (de oito a dez), seja na indústria, no varejo ou em serviços.

A nota para essa preocupação ficou acima da inflação, revertendo inquietações de 2011. No ano passado, no mesmo evento, executivos relataram que “velhas” preocupações com aumento de custos de insumos haviam retornado para sua agenda.
O presidente da CPFL, Wilson Ferreira Júnior, explica que não há “uma preocupação somente com qualificação, mas também com disponibilidade de mão de obra. A disputa por funcionários acaba inflacionando os salários e, em alguns casos, as opções de contratação são muito poucas”, diz o executivo. Renato Alves Vale, presidente da CCR, acrescenta à disponibilidade outra preocupação: a formação. “Nossa preocupação é ter pessoal preparado para garantir sucesso em um ambiente de crescimento, com aumento de demanda.” Essa preparação, salienta, também envolve a capacidade de gerar lideranças para guiar a empresa.
“A formação de mão de obra no médio prazo é o principal motivo de preocupação para a Totvs, afirma Laércio Cosentino, executivo-chefe da maior companhia de software de capital nacional. “O setor de tecnologia da informação demanda mão de obra em larga escala e a velocidade da formação de técnicos nos próximos anos será inferior à necessidade das empresas”, diz Cosentino. Para ele, demanda fraca, crédito, inflação, inadimplência dos clientes e câmbio mereceram notas muito baixas – de dois a três.
A mão de obra também está entre as maiores preocupações da farmacêutica francesa Sanofi-Aventis, controladora do laboratório Medley, maior de genéricos do Brasil, presidida no país por Heraldo Marchezini. Esse item recebeu nota oito. Na petroquímica Braskem, o projeto de crescimento e internacionalização fez a mão de obra subir ao topo dos temores. Carlos Fadigas, presidente da companhia, diz que esse fator já seria crítico em qualquer circunstância. “Como vivemos uma época de pleno emprego, a disputa natural entre as empresas pelos melhores talentos do mercado torna-se mais acirrada e pressiona os salários para cima, o que torna a questão dos recursos humanos ainda mais relevante“, diz ele. Por isso, o executivo sugere que o governo siga desonerando o custo da mão de obra.
O presidente da BRF – Brasil Foods, José Antonio do Prado Fay, também relacionou a mão de obra como principal preocupação. “Trabalhamos em um setor em que a mão de obra é muito intensiva e temos dificuldade para contratar”, disse ele, citando os cerca de 2 mil postos de trabalho abertos que a BRF não conseguiu preencher. Ainda no agronegócio, o presidente da JBS, Wesley Batista, também elencou mão de obra como sua principal inquietação. “Para fazer frente ao crescimento do Brasil, precisamos de mão de obra qualificada”, sendo necessário maior “investimento em educação”.
Em outro setor, e procurando outro perfil de profissional, o presidente da operadora de telefonia Telefônica/Vivo, Antônio Carlos Valente, fez coro aos empresários do agronegócio. “Trata-se de um tema que, devido ao desempenho econômico dos anos recentes, pode trazer algumas dificuldades para companhias dos mais variados segmentos, em especial para aquelas com alto nível de especialização como o nosso”, diz Valente. Ainda no setor de serviços, a retenção dos empregados é uma preocupação. O presidente do Cinemark, Marcelo Bertini, diz que a empresa trabalha muito com primeiro emprego e salário mínimo, onde o mercado é muito competitivo, dificultando a manutenção dos funcionários na empresa.
Fonte: Valor Econômico
Tear lança Laboratório de Coaching
segunda-feira, 07/05/12
O Laboratório de Coaching (Coaching Lab) é o novo espaço para potencializar competências, descobrir novas habilidades e planejar o desenvolvimento pessoal e profissional. Lançado pela Tear Escola de Negócios, de Balneário Camboriú, o Coaching Lab propõe um processo que combina a participação de profissionais em processos criativos. Eles serão reunidos em grupos de oito pessoas e orientados por um profissional especializado, que utilizará ferramentas para o levantamento de competências, do perfil comportamental e de inteligência emocional, com o intuito de preparar o grupo para os desafios de um gestor de equipe.

Cada vez mais os profissionais brasileiros recorrem ao coaching para direcionar a carreira ou melhorar a performance. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Coaching, o crescimento dos cursos de coaching chega a 300% ao ano. A principal finalidade do coaching é auxiliar o coachee (aquele que recebe o coach) a ter foco na carreira, delimitando prioridades e alcançando metas. O resultado é o desenvolvimento de competências específicas para o desempenho de atividades.
Coordenado pela coach Aline Lúcia Amaral Senger, os encontros do Coaching Lab da Tear Escola de Negócios serão realizados nos dias 9 e 23 de maio; 6 e 20 de junho; 4 e 25 de julho, sempre das 19h às 22h. Mais informações podem ser adquiridas pelo fone (47) 3367-4466e www.tearensino.com.br
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